As saudades e as recordações de sítios, de épocas, de caras, de cores e até de sabores estão sempre aqui, mais ou menos latentes, e o desejo de recuar no tempo e o agarrar-me tanto às lembranças ocupa um espaço maior do que aquele que, se calhar, deveria ocupar. Tenho medo de me tornar numa eterna insatisfeita.
sábado, 10 de janeiro de 2009
Agora que, ao longo deste novo caminho, vão surgindo os tais pedaços de papel, as fotografias reveladas, bilhetes disto e daquilo, entre outras pequenas coisas que sou incapaz de não guardar, será necessário outra caixa de recordações, ou será que o passado se irá [continuar a] debater com o presente caso junte tudo na mesma caixa?
Neste mês infernal de frequências consegui aperceber-me de três escapes que me ajudam a relaxar: uma tarde inteira entrelaçada em braços fortes e de lutas a brincar (só possivel escassas vezes por semana); ver descansadamente um filme, todos os dias, antes de adormecer e fazer a minha hora e meia de ginástica diária ao final da tarde.
sexta-feira, 9 de janeiro de 2009
terça-feira, 6 de janeiro de 2009
"Que importa o lapso de tempo na realidade decorrido? Só as pessoas banais é que necessitam de anos para se libertarem duma emoção. Um homem que é senhor de si pode pôr termo a uma mágoa com a mesma facilidade com que inventa um prazer. Eu não quero estar à mercê das minhas emoções. Quero utilizá-las para as gozar, para as dominar."
[Oscar Wilde in O Retrato de Dorian Gray]
domingo, 4 de janeiro de 2009
Em contagem decrescente para a sétima ronda de frequências desde que estou na faculdade. Sete, já. Estou assustada, porque este ano a motivação não é muita e se falho agora não sei como será para me restabelecer. Raramente me permito falhar e, quando o faço, é como se me tivesse caído um pedregulho em cima, mas daqueles bem grandes. É a absolutização de valores ou a baixa tolerância à frustração, ou ambos. Depois também me assusta a falta de tempo, o contabilizar cada hora, acordar cedo, almoçar em menos de cinco minutos e não levantar a cabeça dos livros e das folhas até à hora de jantar,
enquanto penso que queria era estar a quinze minutos de casa, passar pela rua dos plátanos e encontrá-lo no fim da rua, à minha espera.
O meu mar. A minha ilha.
Quatro anos depois, a mesma magnificência

Quatro anos depois, a mesma magnificência
The salty breeze
Blows through my hair again,
Blows through my hair again,
Reminding me
The way we were, my friend.
The sun turns red
The sun turns red
And I waste my thoughts away.
Long years have passed
But I'm still writing in vain
Clouds are whipping on a pale sky
Clouds are whipping on a pale sky
I'm walking along the pier until the night
When I will...
Turn off the lights
Turn off the lights
Drink Ballantines.
Lay on the sand
Life has no end.
Amazing sea,
Amazing sea,
Please sing to me your songs
While I sail you
On my green boat, away.
I'm out of tune
But never cared, you know...
Things that should flow,
I let them go.
[Solitude - D.B.R.]
[Solitude - D.B.R.]
sábado, 3 de janeiro de 2009
Apetece-me
Quando nos deixamos prender a alguém, arriscamo-nos a chorar de vez em quando... *
[Antoine de Saint Exupéry]
*nem que seja de felicidade
*nem que seja de felicidade
quinta-feira, 1 de janeiro de 2009
entrada em 2009
Depois do último jantar do ano, a dois, num chinês pertinho de casa, entrámos em 2009 encharcados em champagne (principalmente o meu cabelo) e a ver um fogo-de-artificio mesmo pertinho de nós, que enchia os olhos e os ouvidos. O primeiro beijo do ano segundos depois das doze badaladas e um abraço enorme de saudades à minha amiga V., que ficou presa no trânsito ali perto, com direito a apresentar as respectivas caras-metade uma à outra. Subir a avenida da liberdade a pé até às amoreiras e vir para casa, acompanhada, e enroscarmo-nos no sofá até de manhã, no meio de conversas e de carinhos.
quarta-feira, 31 de dezembro de 2008
em jeito de desabafo
E é oficial, entrei na minha fase aguda de transtorno mental, que acontece na altura das frequências. Anteontem jantei normalmente e quarenta miutos depois estava a ligar para a telepizza a pedir uma pizzazinha só para a minha pessoa; só me apetece devorar chocolates (o cérebro pede), acordo e dez minutos depois estou na sala, de computador ao colo, rodeada de tudo quanto é livros, dossiers, folhas, apontamentos, canetas às cores e coisinhos para marcar as páginas, onde permaneço até à hora de jantar, o que me faz ficar com dores em todo o lado. Quando ponho o pezinho fora de casa, para sentir que o mundo lá fora ainda existe, sinto logo sentimentos de culpa como se o meu superego ficasse com um tamanho monstruoso. Os meus sonhos nunca foram tão estúpidos e fragmentados como ultimamente, o que é sinal de que nem a dormir estou em paz. Não me chateiem muito se não fico agressiva e às vezes tenho de me controlar para não desatar aos murros ao computador. Mas, de vez em quando, lá há um livro que aterra no chão com mais força do que deveria. Com isto tudo posso dizer que quero o meu ID de volta e que aniquile de vez o meu supergo. Tenho tanta vontade de mandar tudo à m*rda... Pois não, não sou a única, e depois?!

segunda-feira, 29 de dezembro de 2008
As palavras custam a escrever, engano-me e recomeço. Perco tempo a pensar, quando o suposto seria que as frases saíssem de rompante pelas pontas dos meus dedos. Saem palavras banais que formam frases simples, secas, sem magia e sem beleza. Sem deslumbramentos. Provavelmente é a manifestação do que está cá dentro, pouco ou nada latente. Do cansaço, da falta de motivação que ainda perdura. Quero voltar a escrever textos que me fazem ter vontade de os reler meses depois, e que continuam a ter o poder de me surpreender pelas mensagens nas entrelinhas.
distâncias
Tenho saudades dos amigos que estão longe. Sinto falta da presença que só se faz sentir escassas vezes por ano. Faz-me falta ouvir as vozes, as gargalhadas, as palavras tipicas. Faz-me falta a partilha constante e do saber que estão ali, sem ser à distância de um mail, de uma sms ou de um telefonema.
Subscrever:
Mensagens (Atom)