segunda-feira, 12 de janeiro de 2009
Shake your head girl, with your ponytail
Takes me right back [when you were young]
[David Bowie - If There is Something]
[David Bowie - If There is Something]
domingo, 11 de janeiro de 2009
ex-key-west
O acaso levou-me ao sítio onde tenho evitado ir há cerca de dez meses. Completamente às cegas, cliquei e entrei no tal sítio. Enganada. O nome já não é o mesmo, mudou. Quando, não sei. E se eu soubesse que tinha mudado não tinha clicado. Se eu soubesse de quem era o sítio não tinha sequer pensado duas vezes e tinha ignorado. O coração acelerou e as bochechas ficaram quentes durante todo o tempo que percorri rapidamente os olhos pelos textos novos. Não li todos, nem sequer li os recentes. Na verdade acho que nem sequer li um inteiro. Fiquei-me pelo meio de um ou de dois textos, do início de Agosto [quando eu ainda vivia iludida], onde fala de estórias de manhãs de ronha, de rotinas de café e de cerejas. Acho que captei mais do que deveria ter captado e desconfio que até me confirmou algumas dúvidas. E isso é que magoa. O sentir-me enganada, magoada, desrespeitada. O tal "remexer" do passado ainda custa um bocadinho, principalmente quando evito a todo o custo lidar com isso, o que faz com que o choque seja ainda maior quando embato de frente com ele, sem fazer qualquer esforço por isso. Muito pelo contrário. Quero viver o meu presente com toda a intensidade, com toda a dedicação, com tudo aquilo de bom que mereço e que estou a receber. E é isso que vou continuar a fazer.
sábado, 10 de janeiro de 2009
dentro da barriga [XVI]
Senti e senti tão bem! Parecia que estava a brincar com a minha mão, exibia-se todo lá dentro para eu o sentir mexer nitidamente. Depois de tanto se espernear ficou com soluços. Sentia-se tão, tão bem!
As saudades e as recordações de sítios, de épocas, de caras, de cores e até de sabores estão sempre aqui, mais ou menos latentes, e o desejo de recuar no tempo e o agarrar-me tanto às lembranças ocupa um espaço maior do que aquele que, se calhar, deveria ocupar. Tenho medo de me tornar numa eterna insatisfeita.
Agora que, ao longo deste novo caminho, vão surgindo os tais pedaços de papel, as fotografias reveladas, bilhetes disto e daquilo, entre outras pequenas coisas que sou incapaz de não guardar, será necessário outra caixa de recordações, ou será que o passado se irá [continuar a] debater com o presente caso junte tudo na mesma caixa?
Neste mês infernal de frequências consegui aperceber-me de três escapes que me ajudam a relaxar: uma tarde inteira entrelaçada em braços fortes e de lutas a brincar (só possivel escassas vezes por semana); ver descansadamente um filme, todos os dias, antes de adormecer e fazer a minha hora e meia de ginástica diária ao final da tarde.
sexta-feira, 9 de janeiro de 2009
terça-feira, 6 de janeiro de 2009
"Que importa o lapso de tempo na realidade decorrido? Só as pessoas banais é que necessitam de anos para se libertarem duma emoção. Um homem que é senhor de si pode pôr termo a uma mágoa com a mesma facilidade com que inventa um prazer. Eu não quero estar à mercê das minhas emoções. Quero utilizá-las para as gozar, para as dominar."
[Oscar Wilde in O Retrato de Dorian Gray]
domingo, 4 de janeiro de 2009
Em contagem decrescente para a sétima ronda de frequências desde que estou na faculdade. Sete, já. Estou assustada, porque este ano a motivação não é muita e se falho agora não sei como será para me restabelecer. Raramente me permito falhar e, quando o faço, é como se me tivesse caído um pedregulho em cima, mas daqueles bem grandes. É a absolutização de valores ou a baixa tolerância à frustração, ou ambos. Depois também me assusta a falta de tempo, o contabilizar cada hora, acordar cedo, almoçar em menos de cinco minutos e não levantar a cabeça dos livros e das folhas até à hora de jantar,
enquanto penso que queria era estar a quinze minutos de casa, passar pela rua dos plátanos e encontrá-lo no fim da rua, à minha espera.
O meu mar. A minha ilha.
Quatro anos depois, a mesma magnificência

Quatro anos depois, a mesma magnificência
The salty breeze
Blows through my hair again,
Blows through my hair again,
Reminding me
The way we were, my friend.
The sun turns red
The sun turns red
And I waste my thoughts away.
Long years have passed
But I'm still writing in vain
Clouds are whipping on a pale sky
Clouds are whipping on a pale sky
I'm walking along the pier until the night
When I will...
Turn off the lights
Turn off the lights
Drink Ballantines.
Lay on the sand
Life has no end.
Amazing sea,
Amazing sea,
Please sing to me your songs
While I sail you
On my green boat, away.
I'm out of tune
But never cared, you know...
Things that should flow,
I let them go.
[Solitude - D.B.R.]
[Solitude - D.B.R.]
sábado, 3 de janeiro de 2009
Apetece-me
Quando nos deixamos prender a alguém, arriscamo-nos a chorar de vez em quando... *
[Antoine de Saint Exupéry]
*nem que seja de felicidade
*nem que seja de felicidade
quinta-feira, 1 de janeiro de 2009
entrada em 2009
Depois do último jantar do ano, a dois, num chinês pertinho de casa, entrámos em 2009 encharcados em champagne (principalmente o meu cabelo) e a ver um fogo-de-artificio mesmo pertinho de nós, que enchia os olhos e os ouvidos. O primeiro beijo do ano segundos depois das doze badaladas e um abraço enorme de saudades à minha amiga V., que ficou presa no trânsito ali perto, com direito a apresentar as respectivas caras-metade uma à outra. Subir a avenida da liberdade a pé até às amoreiras e vir para casa, acompanhada, e enroscarmo-nos no sofá até de manhã, no meio de conversas e de carinhos.
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